FRAG MENTOS DE UM DISCURSO AMOROSO

FRAG MENTOS DE UM DISCURSO AMOROSO
) de certeza que há pão e dança e sons e pés - fot pete kehrle lovers for love





Dois poderosos mitos fizeram-nos acreditar que o amor podia, devia sublimar-se em criação estética:


- o mito socrático ( amar serve para criar uma multidão de belos e magníficos discursos )


- e o mito romântico ( produzirei uma obra imortal escrevendo a minha paixão )



[
roland barthes fragmentos de um discurso amoroso 1977








[ a meio de maio, dois textos de osho, porque mesmo que poucos leiam, pra mim são!!

















A Coragem para ser Feliz



Continuamos a perder muitas coisas na vida só por causa da falta de coragem.
Na verdade, nenhum esforço é necessário para conquistar – só é preciso coragem – e as coisas começarão a vir até você, em vez de você ir atrás delas.
Pelo menos no mundo interior é assim.
E, para mim, ser feliz é a maior coragem.
Ser infeliz é uma atitude muito cobarde.
Na realidade, para ser infeliz, não é preciso nada.
Qualquer cobarde pode ser, qualquer tolo pode ser.
Todo mundo é capaz de ser infeliz;
para ser feliz é preciso coragem – é um risco tremendo.
Não temos o costume de pensar assim.
Nós pensamos: “O que é preciso para ser feliz?
Todo mundo quer ser feliz.”
Isso está absolutamente errado.

É muito raro uma pessoa estar pronta para ser feliz – as pessoas investem tanto na infelicidade!

Elas adoram ser infelizes.
Na verdade, elas são felizes por serem infelizes.
Há muitas coisas para se entender – sem entendê-las é muito
difícil se livrar da mania de ser infeliz.

A primeira coisa é:ninguém está prendendo você;
é você que decidiu ficar na prisão da infelicidade.
Ninguém prende ninguém.
O homem que está pronto para sair dela, pode sair quando quiser.
Ninguém mais é responsável.
Se uma pessoa é infeliz, é ela mesma a responsável.
Mas a pessoa infeliz nunca aceita a responsabilidade – é por isso que continua infeliz.
Ela diz: “ Estão me fazendo infeliz” .
Se outra pessoa está fazendo com que você seja infeliz,naturalmente não há nada que você possa fazer.
Se você mesmo está causando a sua infelicidade, alguma coisa pode ser feita...alguma coisa pode ser feita imediatamente.
Então ser ou não ser infeliz está nas suas mãos.


Todavia as pessoas ficam jogando nos outros a responsabilidade – às vezes na mulher, às vezes no marido, às vezes na família, no condicionamento, na infância, na mãe, no pai... outras vezes na sociedade, na história, no destino, em Deus – mas não param de jogar nos outros.

Os nomes são diferentes, mas o truque é sempre o mesmo.
Um homem torna-se realmente um homem quando aceita
a responsabilidade total – é responsável pelo quer que seja.
Essa é a primeira forma de coragem, a maior delas.
É muito difícil aceitá-la porque a mente vai continuar dizendo:“Se você é responsável, porque criou isso?”.
Para evitar isso, dizemos que os outros são responsáveis:“O que eu posso fazer? Não tem jeito... sou uma vítima!
Sou jogado daqui para ali por forças maiores que eu e não posso fazer nada. Posso no máximo chorar porque sou infeliz e ficar ainda mais infeliz chorando”.










E tudo cresce – se você cultiva uma coisa, ela cresce.
Então você vai cada vez mais fundo... mergulha cada vez mais fundo.








Ninguém, nenhuma outra força, está fazendo nada a você.
É você e só você.
Isso resume toda a filosofia do karma – que é o seu fazer;


karma significa ‘fazer’.

Você fez e pode desfazer.

E não é preciso esperar, postergar.
Não é preciso tempo – você pode simplesmente pular fora disso.
Mas nós nos habituamos.
Se pararmos de ser infelizes, nos sentiremos muito sozinhos,perderemos nossa maior companhia.
A infelicidade virou nossa sombra – nos segue por toda a parte.

Quando não há ninguém por perto, pelo menos a infelicidade está ali presente- você se casa com ela....E trata-se de um casamento muito, muito longo; você está casado com a sua infelicidade há muitas vidas.
Agora chegou a hora de se divorciar dela.

Isto é o que eu chamo de a grande coragem– divorciar-se da infelicidade,
perder o hábito mais antigo da mente humana,a companhia mais fiel.

OSHO, The Buddha Disease, # 27


´... Um único momento de autenticidade é melhor do que uma existência inteira de vida inautêntica.
Portanto não tenha medo.
Ser autêntico significa permanecer verdadeiro consigo mesmo.
Como permanecer verdadeiro?
Lembre-se sempre de três regras.

Uma, nunca dê ouvidos a ninguém quando dizem o que você deve ser.
Ouça sempre a sua voz interior, o que você gostaria de ser;
do contrário vai desperdiçar sua vida inteira.

Ser autêntico significa ser sincero consigo mesmo.
A segunda regra mais importante – só se você cumprir a primeira regra poderá cumprir a segunda – nunca use uma máscara.
Se estiver com raiva, mostre sua raiva.
É perigoso, mas não sorria, porque isso é ser falso.
Mas lhe ensinaram que quando você está com raiva deve sorrir.
Então o seu sorriso torna-se falso, uma máscara – simplesmente um movimento dos lábios e nada mais.
O coração cheio de raiva, veneno, e os lábios sorrindo; você se torna um prodígio de falsidade.

E a terceira regra sobre a autenticidade,
permaneça sempre no presente, porque tanto do passado quanto do futuro é que vêm todas as falsidades.

Porque o que passou, passou;
não se preocupe com isso e não o carregue como um fardo;
do contrário ele cairá sobre o presente e o destruirá.

Seja verdadeiro em relação ao presente;
então você será autêntico.

Estar aqui e agora é ser autêntico.
Nem passado nem futuro – o momento é tudo.

O momento é a eternidade inteira.`






[ meio_de_maio_09

11 comentários:

L.Reis disse...

...apenas conjugar o verbo ser...

pi&phi disse...

Sim, no meio de maio coragem e presente.
Obrigado pela partilha e pelo ponto de referencia.
Tomo nota.

VFS disse...

http://plenoazul.wordpress.com/2009/03/11/pela-voz-do-multiverso/

beijos

entredentes disse...

Tão palpável que se ouve o sangue das palavras, embora tudo fosse escrito fora de si. Osho, sempre,
a propor o encontro do Ser com o Ser.

Oliver Pickwick disse...

Estive outra vez a bordo da nave Atenuar para rever as paisagens. É um tour incomum, desde um pequeno povoado ao sopé do morro e à margem do rio, até performances - ao que parece - bem humoradas.
Quanto a este post, tenho restrições a gurus, especialmente daqueles que desfilam em Mercedes topo de linha.
Um beijo!

in_side disse...

apenas a referência conta aqui,
oliver,

apanhe-se ou não, interesse ou não, eu quis trazê-la.
pra mim é muito intensa
com sentido e
cheia da verdade que nos negamos muito(cada um a si ?

posso sentir e ver clara e inequivocamente isso.

[ guru é guru, isso não me interessa, analista é analista, artista é artista, isso não me interessa

guru e analista e artista é ainda mais imperfeito e falível, talvez pela própria natureza do seu estado

( quase fatalmente

falo de ´natureza` social, aqui,
transfigurante, pressionante e representante,,,




beijo




*

vida de vidro disse...

gostei particularmente do primeiro texto. é bom conseguir pensar assim. e actuar. **

Antónia Samora disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

EL ACTO DEFINITIVAMENTE SUBVERSIVO ES VIVIR, LA REAL REVOLUCIÓN ES LA FELICIDAD, UNA REVOLUCIÓN QUE SÓLO ES UNA REVOLUCIÓN NO ES UNA REVOLUCIÓN, LA REVOLUCIÓN DE AFUERA SÓLO SE CUMPLIRÁ SI TRIUNFA PRIMERO LA REVOLUCIÓN DE ADENTRO


Manuel Scorza, La Danza Inmóvil

in_side disse...

também aqui?

obrigada pela referência,





*

shh disse...


dizia
o
altíssimo:
EU
SOU
AQUELE
QUE
SOU

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